quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Exercícios sobre "A Agricultura Portuguesa e a Politica Agrícola Comum"


Mais de três quartos do território da União Europeia são terras agrícolas (44%) ou arborizadas (33%). No entanto, nos últimos 40 anos, os seus recursos naturais têm sido sobreexplorados pela agricultura, pela silvicultura e pelas actividades comerciais, em nome do aumento da produção. Do mesmo modo, a evolução tecnológica e razões de ordem comercial 8maximização dos lucros e minimização dos custos) têm levado a uma intensificação da agricultura. A PAC foi, então, responsável pelos níveis elevados de apoio aos preços agrícolas, que favoreceram a agricultura intensiva e o aumento da utilização de adubos e pesticidas. Estas práticas provocaram: A poluição da água e do solo; A degradação de alguns ecossistemas; Alterações na paisagem (destruição de sebes, muros de pedra, valas e a secagem de terras húmidas contribuíram para a perda de habitats naturais de muitos pássaros, plantas e outras espécies naturais); O aumento da erosão dos solos.


Agricultura quer crescer


A maior feira ibérica de agricultura biológica – a Terra Sã – abriu portas este fim-de-semana, em Lisboa. Durante três dias, o lema é cativar novos consumidores para "uma alimentação biológica e saudável".
Porém, subsiste a ideia de que o que é bio é mais caro. A diferença de preços prende-se sobretudo com a substituição dos adubos e pesticidas, por mais mão-de-obra e com baixa produtividade.
Portugal começou a dar os primeiros passos na agricultura biológica há cerca de 20 anos, mas o salto só aconteceu há dez, com o reforço das medidas agro-ambientais. O número de agricultores biológicos quintuplicou entre 1994 e 2004, para os actuais 1300, ou seja, 0,3% da população agrícola tradicional. A área total de cultivo vegetal aumentou 28 vezes, ocupando actualmente 3,5% da superfície agrícola de Portugal. No campo da produção animal, as cabeças de gado triplicaram entre 2002 e 2004, pois só a partir de 2001 é que a certificação deste tipo de produtos permitiu a evolução.
Porém, o Plano Nacional para o Desenvolvimento da Agricultura Biológica, elaborado em 2004, ficou na gaveta. O actual Governo pretende integrar esta componente no Plano Nacional para o Desenvolvimento Rural. Para os responsáveis pelo sector "não se devem confundir produtos biológicos com os de denominação de origem: os biológicos têm as mesmas regras em todo o mundo (o que, em termos de exportação, é uma garantia), enquanto que um estrangeiro não sabe o que é a morcela de Aires". A exportação é uma das apostas deste mercado. Actualmente, Portugal já exporta cerca de 50% do azeite biológico que produz, por exemplo.
No entanto, é natural que se venha a registar uma descida na produção biológica porque há mais incentivos para outras medidas, como a de protecção dos aquíferos, aprovada este ano, através da qual os agricultores recebem quatro vezes mais para apenas reduzir o uso de químicos.

Adaptado de: "Expresso", 26 de Novembro de 2005



1. Diga o que entende por agricultura biológica.

2. Indique os motivos responsáveis pelos elevados preços dos produtos da agricultura biológica.

3. Relacione o desenvolvimento da agricultura biológica na União Europeia com as crescentes preocupações da população em geral para com a protecção do ambiente.

4. Enuncie outra estratégia (para além dos incentivos à agricultura biológica), referida no texto, que está a ser utilizada para valorizar os produtos da agricultura portuguesa.

5. De que forma a Agricultura Biológica pode contribuir para o desenvolvimento regional?

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